Matéria: Surge em São Paulo o escritório especializado Ivan Dilly Advocacia

Por que optou por estudar Direito? Comecei muito cedo a participar do mundo empresarial, através dos negócios de família, e o Direito foi o casamento perfeito para as minhas aspirações e desafios – além do que, o Direito permitiu que eu realizasse todos os meus sonhos, profissionais, acadêmicos e até mesmo pessoais, que na verdade se confundem ao longo de uma trajetória de vida!







De onde surgiu o interesse pelo Direito aeronáutico e aeroespacial? Além da defesa, claro? Antes mesmo de completar a maioridade comecei estudar a fundo sobre aquela que foi minha primeira paixão: a aviação. A aviação, o espaço e a tecnologia sempre me fascinaram. Lembro como se fosse ontem, os meus primeiros voos, como passageiro na antiga Varig, e mais adiante, como aluno-piloto, no cockpit do Paulistinha e outras várias aeronaves que se seguiram. Fiz os cursos, teóricos e práticos, de Piloto Privado, Comercial e IFR (Instrumentos). Passava grande parte do meu tempo ora voando, ora na torre de controle do aeroclube, isso mesmo na torre de controle, e até mesmo aprendendo a abastecer os pequenos aviões à época. Passei em todas as provas e comecei a dar aulas particulares aos aspirantes de piloto, que tinham dificuldades com algumas matérias como teoria de voo, regulamentos de trafego aéreo e até mesmo meteorologia. Respirava a aviação. Nesse interim também fui morar uma temporada em Los Angeles e depois Chicago/EUA, e conheci a indústria aeronáutica americana. Fiz intercâmbio e morei em casa de família, tendo contato bastante intenso com a engenharia aeronáutica: morei numa família de engenheiros da Boeing, que na época me contavam e “ensinavam” sobre as modernidades daquele que era o avião mais tecnológico dos anos 90, o 777.

Dr. Ivan Dilly

Foi a primeira aeronave comercial da Boeing com o sistema fly-by-wire. Mais adiante me formei em Direito, e tive a felicidade de ingressar na Rolls-Royce, gigante britânica, cujos motores e turbinas são destinadas à aviação civil, aviação militar, à geração de energia elétrica em usinas termoelétricas e nucleares, atividades industriais e propulsão de navios e submarino. Tive uma experiência riquíssima, e global. Fui o primeiro advogado interno na América do Sul, estruturei o Jurídico, Ethics e Compliance, ao longo de uma trajetória de 20 anos. Viajei o mundo. Da China, à Asia, à Europa às Américas. Sem esquecer da África. Conheci a indústria a fundo, negociando com clientes globais, nas diversas áreas de atuação da empresa, mercado Civil Aeroespacial, Defesa e outros, e nunca parei de estudar e me aperfeiçoar em diversas áreas do Direito, seja aqui no Brasil, ou em Universidades da Europa e EUA. Tive a oportunidade, inclusive, de cursar um MBA na FIA-SP. Sou um advogado de negócios antes de tudo. Mais recentemente passei duas temporadas nos EUA fazendo o Mestrado em Direito em Berkeley. Frequentei Stanford também, e naveguei pelo Vale do Silício, conhecendo empresas como Google, Apple e Tesla, dentre outras, na California. Fui convidado a conhecer a Blue Origin, lá no início de suas operações, através de um dos diretores, grande amigo e ex-colega, no estado de Washington, costa Oeste Americana, e pude participar da ousadia do Jeff. Para quem não conhece, a Blue Origin foi fundada pelo criador da Amazon, Jeff Bezos, e visa tornar o acesso ao espaço mais barato e mais confiável por meio de veículos de lançamento reutilizáveis. Para concluir essa trajetória que resumimos, fomos nomeados recentemente membro exclusivo do IR Global para o direito aeronáutico no Brasil.


Após mais de 20 anos de atuação, em que momento virou a chave para fundar uma banca própria? Berkeley foi a minha inspiração para virar a chave. A experiência que tive no Vale do Silício: degustei empreendedorismo a fundo; a oportunidade de conhecer algumas das personalidades mundiais mais influentes e empreendedoras da atualidade; a experiência ao longo de uma trajetória de vida; o conhecer sobre o que pode ser melhorado no atendimento jurídico ao mundo empresarial; todos esses ingredientes evoluíram para a concepção de uma boutique diferenciada. O escritório conta com quantos profissionais no momento? O crescimento do escritório vai ocorrer de forma natural, abraçando as novas oportunidades do mercado. E hoje o mundo é totalmente virtual e remoto. Estudamos a fundo o mercado e suas necessidades. Nomeamos inclusive correspondentes para a Europa e Ásia. Atualmente contamos com 10 profissionais que desenvolvem a estrutura da Dilly. Além disso, temos uma estrutura com outras 9 pessoas, somente focadas em LGPD e Compliance, através da AD2L em Porto Alegre. Atenderá todo o território nacional? Sim, como respondi a um cliente na semana passada, estaremos aonde o cliente estiver. Nós vamos ao cliente, e essa é uma das evoluções no atendimento de excelência. O trabalho para o cliente vir a nós ou irmos até ele é o mesmo: então porque vamos dar trabalho ao cliente? Vamos a ele. Quais critérios são utilizados para a escolha destes profissionais? Como diz o nosso slogan: Committed to excellence. Comprometidos com a excelência. Buscamos profissionais com paixão pelo que fazem. Quais são as expectativas para este novo passo em sua carreira? Somos otimistas por natureza, e o modelo de negócios já nasceu vencedor. Além do direito especializado, quais são os diferenciais do escritório? O modelo de negócios que criamos, em pouco tempo já é admirado lá fora, através do feedback que recebo. Muitos aplicam o Direito e esquecem do cliente, do negócio do cliente. Existe uma dinâmica de negócios e um cliente em primeiro lugar na nossa forma de atuação. O nosso ramo de atuação é sensível. E uma situação de crise (acidentes etc) na indústria aeroespacial pode afetar todo um negócio. Nesse sentido, e alinhado às práticas mais atuais, temos na nossa estrutura um especialista em gestão de crises, que nos apoia inclusive desenvolvendo estratégias para gestão de stakeholders, opinião pública, relações com a mídia. Aplicamos o Direito de forma a atender os nossos clientes na essência dos problemas, na pluralidade dos negócios. Quais desafios acredita que encontrará nesta nova etapa profissional? Tenho recebido clientes que se encantam com a nossa forma de abordagem e atendimento. Queremos manter os clientes sempre satisfeitos e encantados.

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